
Em 2008, escritores nacionais, internacionais e centenas de leitores movimentaram Manaus e o interior com o Festival Literário Internacional da Floresta. (Foto: Divulgação)
A editora Valer e o escritor Carlos Lodi lançam no dia 9 de abril de 2025, às 17h30, no salão de eventos da Valer Teatro, o livro ‘Flifloresta – do sonho à realidade’, que conta a história desse Festival Literário que marcou uma geração. o Festival Literário Internacional da Floresta (Flifloresta) ocorreu de 17 a 22 de novembro de 2008, e reuniu escritores e leitores no Parque dos Bilhares, na Universidade do Estado do Amazonas, em paradas de ônibus com distribuição de livros e, ainda, nas escolas da capital amazonense.
Com a presença de autores renomados como Milton Hatoum, Márcio Souza, Thiago de Mello, Astrid Cabral, Washington Novaes e José Eduardo Agualusa, Luiz Ruffato, a primeira edição do Flifloresta estabeleceu um padrão de excelência pela qualidade dos autores convidados e pela organização do evento.
Para a coordenadora editorial da Valer, professora Dra. em Filosofia Neiza Teixeira, o Festival ficou na memória de centenas de amazonenses que prestigiaram e até hoje é lembrado com muito entusiasmo por todos que participaram de alguma forma.
“Foi uma ideia muito ousada a realização do festival, algo tão grandioso, que, por isso, não mais se repetiu. Nós vimos a juventude participar com muita alegria e com o sentimento de que algo extraordinário estava acontecendo. Foi bonito e importante para a sociedade amazonense, e, ainda, porque o Flifloresta viajou para várias cidades do Estado”, disse Neiza.
Sobre o festival
O Flifloresta foi uma realização do INVC – Instituto Nacional Valer de Cultura, sob a coordenação de um grupo de intelectuais e profissionais liberais, unidos pelo compromisso com a promoção do livro, o estímulo à leitura e à valorização dos escritores amazonenses. Teve como meta, promover o intercâmbio entre os artistas da palavra da Amazônia e do Brasil, enriquecendo os debates com autores estrangeiros e favorecendo um diálogo crítico e construtivo.
Já em 2008, o Festival realizava discussões e debates sobre temas voltados à Amazônia, mudanças climáticas e a importância da leitura e a formação de novos leitores, nos simpósios realizados na UEA.
Além disso, no Parque dos Bilhares, aconteceu o Florestinha, espaço dedicado à criançada, envolvendo música, teatro, exposições, recitais, vídeos e outras atividades.
O Café Literário e o encontro dos escritores indígenas foram realizados também no Parque dos Bilhares, versando o sobre literatura indígena com escritor Daniel Munduruku, dentre outros.
Durante o festival, foram distribuídos, gratuitamente, 100 mil livros dos escritores Márcio Souza, Thiago de Mello, Elson Farias e Luiz Bacellar em paradas de ônibus da cidade. Vinte e cinco mil livros de cada autor.
Mais de 300 universitários colaboraram com o evento sendo voluntários. Dentre eles, alunos da Ufam, da UEA, da Nilton Lins e da Uninorte.
Sobre o autor
Paulista de nascimento (Campinas – SP), amazônida de coração, morou em Manaus por muitos anos e como ele mesmo diz, seguiu sua carreira profissional longe do Amazonas, mas o seu coração ficou.
Formado em Ciências Humanas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, foi executivo em indústrias nacionais e multinacionais por longos anos, porém manteve sempre o seu amor pelos livros, um leitor voraz, como ele mesmo se qualifica.
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